FRAGOSO
   Ninguém ama a sua terra
   se não conhecer os seus caminhos
   
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Dois exemplos
       
                 
   
 BREIA
   

O topónimo Breia provém do latim: Vereda >Verea >Breia.
 

 Almeida Fernandes

Quem tiver lido "Fragoso - Um Couto em Terras de Neiva" reparou concerteza que por Fragoso passava uma via romana. Vinha do lado de Aldreu, pelas passantas, e, passando entre as casas Barros e Martins (Sra. Florinda), se dirigia para Norte pela "ponte" sobre o Rio Neiva. A denominação atribuída ao lugar da Breia testemunha através do tempo a impostância histórica dessa via (vereda).

 
   
   
   
GUILHUFE

 O termo Guilhufe tem origem germânica. Deriva de um nome de pessoa (antropónimo): Willi-Wulfs > Uiliulff > Uiliulfi > Guilhufo > Guilhufe.
 
 Joseph M. Piel
   
 
À primeira vista pode não nos dizer nada, mas se nos debruçarmos sobre a história, vamos relembrar que Portugal esteve ocupado pelos Visigodos (povos germânicos do ocidente) e que eles terão deixado marcas da sua permanência em Fragoso.

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OS CAMINHOS DA NOSSA TERRA

TOPONÍMIA
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    Numa altura em que a configuração da estrutura toponímica citadina está a tomar conta da designação tradicional das localidades rurais, será oportuno reflectir sobre este processo de modernização e progresso de maneira nenhuma questionável.
    Não pretendo mostrar conhecimentos que não tenho. Apenas venho reflectindo sobre este tema que tem trazido algum descontentamento, e consequente posicionamento crítico, em relação ao processo seguido nalgumas freguesias.
    De modo a levar a bom termo uma tarefa que parece simples, torna-se necessário, antes de mais, conhecer bem os diversos espaços e percursos da freguesia. E para conhecê-los é preciso percorrê-los, chamá-los pelo nome, sentir o cheiro dos arbustos e a fragrância das flores que ladeiam as suas bermas. E para entender os seus nomes é necessário identificar historicamente, tanto quanto possível, a sua origem. Com efeito, todos eles constituem património da história local tornando-se assim um repositório de cultura.
    Tudo isto leva a que devem ser preservados na sua identidade e evitar alterar sem critério a sua correcta grafia. De outra maneira perder-se-ão elementos importantes da história de Fragoso, e induzir-se-á em erro quem quer que seja e em tempo oportuno pretenda dedicar-se ao seu estudo. Com tal atitude condicionaríamos qualquer intenção de desvendar o que esses lugares e caminhos ocultam na sua autenticidade e singeleza do tratamento que, na continuidade dos nossos antepassados, ainda lhe damos hoje.
 
    Entendo oportuno trancrever o que, já em 1970, o Prof. A. Almeida Fernandes escreveu sobre a investigação toponímica:
   
    "Averiguar a significação de um nome de lugar ou sítio - um topónimo - não é, geralmente, uma tarefa simples. Não pode, por isso mesmo, ser simplista a sua explicação. No entanto, quase toda a gente, qualquer pessoa mesmo, por cuidar que assim não é, se atribui a capacidade dessa averiguação e, ainda mais, dessa explicação... sem averiguação alguma.
    Compreende-se. Topónimos são palavras e, como tais, se não andam, podem andar na boca de qualquer pessoa. Ora que coisa nos será mais familiar do que aquilo que à boca nos vem, procedendo do nosso próprio cérebro? A simplicidade da primeira das duas referidas operações origina-se disso; quanto ao simplismo da segunda, torna-se o que há de mais natural, porque bastará identificar o nome de lugar a outro da linguagem comum ou que se lhe assemelhe, ou só que com ele pareça relacionar-se. Em geral, vista e ouvido... e, por vezes, nem este, como naquele mirabolante caso de Nine provir do inglês nine e Afife do inglês five.
    Nada mais enganoso ou, pelo menos, aleatório. Os resultados são terrivelmente absurdos, quando não ridículos, ou as duas coisas juntas; mas o desinteresse, neste campo, é tal que raríssimas pessoas darão por isso, o que é tremendamente prejudicial. Não surpreendam estes advérbios e superlativos, porque nem assim se poderá dar uma ideia dos estragos feitos num dos sectores mais importantes da actual ciência histórica, o qual é a toponímia; e será fácil mostrá-lo.
(...) para se descobrir a origem a significação de um simples nome de sítio é preciso conhecer-se primeiro «uma ciência inteira», a Filologia (aliás bem complexa ciência), e que, mesmo assim, não se garante um êxito em todos os casos. E se fosse apenas a Filologia... Mas é que são precisas a História, às vezes em ínfimos pormenores, a Paleografia, as Ciências Naturais, etc. E, acima de tudo, lógica, que é o que mais falta.
(...)
    Para que encarecer a alta importância de um topónimo? Cada um (na aparência, às vezes, bem insignificante) pode lançar um jorro de luz na obscuridade histórica local. As facetas, porém, dessa importância são tais e tantas que só um tratado poderia expô-las e esclarecê-las".

                           

A. de Ameida Fernandes, Toponímia Vianense,
 in Roteiro de Viana,
Agosto 1970, p. 241                              .

       

Por j.j.saleiro beirão..

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